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Dor nas Costas: A mais comum e difícil de tratar

Seis entre cada dez adultos sofrem diariamente dores de diferente instensidade como de costas, de cabeça, muscular ou de dente, segundo dados avalizados por estudos internacionais, que ainda aferem incidência maior em mulheres do que em homens. No Brasil, então, calcula-se que 80% dos brasileiros adultos sofram algum tipo de dor crônica, segundo o relatório Dor no Brasil, elaborado no ano passado pelo laboratório farmacêutico Pfizer, com 1.400 pessoas. Uma das mais recorrentes, a dor de coluna é, segundo especialistas, o preço pago pela espécie humana por andar erguida, e eliminá-la ou atenuá-la não é fácil, apesar do empenho da ciência em lutar contra este grave problema.

As dores de coluna só perdem em incidência para as dores de cabeça, relatadas por nada menos do que 81% dos entrevistados. No entanto, a dor de coluna foi considerada a mais grave (56% dos entrevistados), mais incômoda (53%) e mais prejudicial ao trabalho (42%). Trata-se de um ciclo que atrapalha todo o desenvolvimento das atividades essenciais da vida. Os médicos lamentam que, na grande maioria dos casos, quem sente dor nas costas só vai a um consultório ou clínica quando elas se tornam quase insuportáveis, tarde demais porque neste estágio é mais difícil os tratamentos obterem resultados positivos significativamente. Não é a toa que, segundo a mesma pesquisa Dor no Brasil, 69% dos pacientes com dores de coluna só procuraram médicos quando suas dores já estavam em níveis moderado a intenso.

Em conclusão, de acordo com diferentes protocolos estabelecidos, alguns conselhos devem ser levados em consideração:

  1. A cirurgia está indicada exclusivamente em 10% dos casos de hérnia de disco que afetam o nervo siático, após avaliação minusiosa do médico, ou se o tratamento conservador não apresentou resultados significativos;
  2. Cerca de 96% das dores nas costas não se devem a problemas estruturais ou a deformações da coluna, como se achava antigamente, mas sim devido a alterações funcionais do indivíduo;
  3. É contraproducente ficar em repouso. Está demonstrado que evoluem melhor os pacientes que mantêm o maior grau de atividade física que a dor lhe permite, além de uma atitude positiva em relação a ela;
  4. O consumo de medicamentos, anti-inflamatórios e relaxantes pode ser eficaz contra a dor, mas deve se limitar a períodos curtos;
  5. Os resultados de tratamentos conservadores e alternativos como massagem, Manipulação vertebral, acupuntura, ioga e pilates são semelhantes aos obtidos com tratamentos convencionais, com vantagem de não serem agressivos.

FONTE: www.br.noticias.yahoo.com/s/16042009/48/saude-dor-nas-costas-comum-dificil.html